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Protocolos, técnicos e fisioterapeutas. . .

Nos últimos anos ocorreu uma grande evolução nos tratamentos fisioterapêuticos, várias escolas foram abertas, mas continuamos formando muitos técnicos. Continue lendo

Síndrome ou Nódulo de Ciclope

image As lesões ligamentares do joelho são bastante comuns nas clínicas de fisioterapia, onde as lesões específicas dos ligamentos cruzados se destacam. A Síndrome de Ciclope (SC) é uma das complicações que ocorrem após a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), com ou sem reconstrução. Possui uma incidência variando de 3 a 24% e ocorre devido uma resposta fibroblástica anormal, que gera o nódulo de ciclope (NC) predominantemente na inserção tibial. Ela é caracterizada por restrição da extensão de joelho, estalído audível e dor ao movimento.




O nome Síndrome de Ciclope foi dado pela sua forma arredondada que lembra o olho de um ciclope ( personagem da mitologia grega ).
A etiologia da doença é muito discutida na literatura, mas sabe-se, devido a relatos de casos, que o NC ocorre devido ao mau posicionamento do enxerto, a má execução do desbridamento, mas também foram relatados casos onde houve trauma sem ruptura tecidual (apenas lassidão)  ou com ruptura parcial que desenvolveram o NC. Sabe-se que pode ser o resultado de microtraumas nas fibras, que leva a formação de tecido cicatricial. O interessante é que nem todos os pacientes que apresentam o nódulo de ciclópe desenvolvem a síndrome. A diferenciação em cicatriz ciclopóide e NC verdadeiro explica esse fato, pois a cicatriz ciclopóide é apenas tecido cicatricial sem tecidos vestigiais do desbridamento mal executado e o NC verdadeiro apresenta no seu núcleo restos de cartilagem, ossos entre outros.
imageA SC ocorre entre o segundo e o terceiro mês de pós-operatorio, quando o processo de reabilitação está sendo realizado. O paciente começa a perder o movimento de extensão e não evolui mais no ganho, pode aparecer já associado à dor e ao estalido audível. É importante o  conhecimento e entendimento desse quadro, pois o desenvolvimento ocorre independentemente do processo de reabilitação. Instalado o quadro, o paciente deve ser reencaminhado ao médico para realizar exames complementares, sendo o mais indicado a ressonância nuclear magnética. O único tratamento é cirúrgico.

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