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Fisioterapia ORtopedia traumatologia

 

 

 

Temos um lista de colaboradores ainda a confirmar e em breve começaremos a postar nos blogs individuais e no nosso portal, aguardem!

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Fisioterapia, MMA e Futebol – Receita de sucesso

O futebol, esporte mais popular do país, concedeu à fisioterapia um papel de destaque no cenário nacional. A imprensa esportiva enaltece semanalmente trabalhos de reabilitação e recuperação de atletas lesionados, o mais famoso deles, Ronaldo Fenômeno. Recentemente, na edição do UFC Rio, o lutador de MMA, Rodrigo Minotauro, superou-se ao vencer o seu desafiante depois de vários meses parado por conta de 3 cirurgias nas regiões do quadril e joelho (LCA). Continue lendo

Protocolos, técnicos e fisioterapeutas. . .

Nos últimos anos ocorreu uma grande evolução nos tratamentos fisioterapêuticos, várias escolas foram abertas, mas continuamos formando muitos técnicos. Continue lendo

Síndrome Fêmoro-Patelar (SFP)

image A dor na região anterior do joelho, incômodos ao se agachar ou subir escadas e a extenuante tarefa de, às vezes, ter de administrar o quadro álgico para os entusiastas da vida esportiva, são comuns aos pacientes que possuem a Síndrome Fêmoro-patelar (SFP). Talvez a grande dificuldade dos profissionais de saúde seja o diagnóstico preciso, a grande parte deles se resume ao enfraquecimento da musculatura extensora do joelho, o desequilíbrio muscular.

A patela é um osso sesamóide que sofre a ação de diversas forças em vários sentidos e a desorganização dessas forças é uma das causas da SFP. Mas simplificar o diagnóstico é negligenciar o problema. A visão global é o ponto de partida, visualizar a possibilidade de influências ascendentes e descendentes na organização postural é meio caminho andado para o sucesso no tratamento. Aumento no ângulo Q, rotação da tíbia, encurtamento do retináculo lateral, dos ísquiotibiais e do trato iliotibial, são fatores que podem levar à síndrome. Mas é importante lembrar que algumas alterações anatômicas podem estar presentes como a significante redução anterior do côndilo lateral do joelho, que ajuda a manter a patela centralizada e a diminuição do sustentáculo do Tálus. Tais alterações anatômicas reduzem a eficiência, mas não a importância do tratamento fisioterapêutico. Alterações no grau de anteversão femoral e no ângulo da diáfise colo-femoral, por exemplo, indicam um tratamento associado a uma manutenção por muitos anos e comprometimento do paciente com a sua situação. O encaminhamento entre profissionais médicos, fisioterapeutas e educadores físicos é fator determinante para um bom desfecho.

Tróclea rasa

Na última década muitos estudos sobre as causas da SFP apresentaram outras possibilidades. Diminuíram a importância da hipertrofia a qualquer custo do vasto-medial e apresentaram as influências da musculatura do MMII como um todo. O valgo dinâmico do joelho ocasionado pela fraqueza dos rotadores externos do quadril ganhou a atenção dos pesquisadores pelo fato aumentar a medialização do joelho, indo a favor da tendência de lateralização patelar. Outro ponto importante é a pronação excessiva do pé (pé plano) que gera rotação interna da tíbia e potencializa a lateralização patelar. Um fator importante pode ser a insuficiência do músculo tibial posterior e a redução de tamanho do sustentáculo do tálus favorecendo esse quadro.

O conhecimento de todas essas possibilidades e fatores desencadeantes é a chave para o sucesso no tratamento. Trabalhar isoladamente a musculatura do joelho deve cair em desuso, visto a grande necessidade de atenção aos grupos musculares do quadril, da perna e tornozelo/pé. A visão global do corpo e, nesse caso, do membro inferior juntamente com a multidisciplinaridade que deve envolver o tratamento levarão ao melhor resultado.

Síndrome ou Nódulo de Ciclope

image As lesões ligamentares do joelho são bastante comuns nas clínicas de fisioterapia, onde as lesões específicas dos ligamentos cruzados se destacam. A Síndrome de Ciclope (SC) é uma das complicações que ocorrem após a lesão do ligamento cruzado anterior (LCA), com ou sem reconstrução. Possui uma incidência variando de 3 a 24% e ocorre devido uma resposta fibroblástica anormal, que gera o nódulo de ciclope (NC) predominantemente na inserção tibial. Ela é caracterizada por restrição da extensão de joelho, estalído audível e dor ao movimento.




O nome Síndrome de Ciclope foi dado pela sua forma arredondada que lembra o olho de um ciclope ( personagem da mitologia grega ).
A etiologia da doença é muito discutida na literatura, mas sabe-se, devido a relatos de casos, que o NC ocorre devido ao mau posicionamento do enxerto, a má execução do desbridamento, mas também foram relatados casos onde houve trauma sem ruptura tecidual (apenas lassidão)  ou com ruptura parcial que desenvolveram o NC. Sabe-se que pode ser o resultado de microtraumas nas fibras, que leva a formação de tecido cicatricial. O interessante é que nem todos os pacientes que apresentam o nódulo de ciclópe desenvolvem a síndrome. A diferenciação em cicatriz ciclopóide e NC verdadeiro explica esse fato, pois a cicatriz ciclopóide é apenas tecido cicatricial sem tecidos vestigiais do desbridamento mal executado e o NC verdadeiro apresenta no seu núcleo restos de cartilagem, ossos entre outros.
imageA SC ocorre entre o segundo e o terceiro mês de pós-operatorio, quando o processo de reabilitação está sendo realizado. O paciente começa a perder o movimento de extensão e não evolui mais no ganho, pode aparecer já associado à dor e ao estalido audível. É importante o  conhecimento e entendimento desse quadro, pois o desenvolvimento ocorre independentemente do processo de reabilitação. Instalado o quadro, o paciente deve ser reencaminhado ao médico para realizar exames complementares, sendo o mais indicado a ressonância nuclear magnética. O único tratamento é cirúrgico.

Artigo Original

Lesão do Canto Póstero-lateral

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O estudo do joelho em fisioterapia é, por muitas vezes, simplificado e fica restrito em doenças degenerativas, lesões nos ligamentos cruzados e colaterais, instabilidades ligamentares em geral e lesões musculares locais. A complexidade desta articulação necessita de um estudo aprofundado para um tratamento adequado.

A lesão do canto póstero-lateral (CPL) é um acometimento incomum e geralmente é resultado de lesões esportivas, acidentes automobilísticos entre outros traumas diretos na articulação. Há uma estimativa de que a grande maioria das lesões sejam de origem esportiva e que ela isolada, é muito rara compreendendo apenas 1,6% do total de lesões no joelho. O acometimento de outros ligamentos e estruturas em conjunto é mais comum devido, também, ao mecanismo de trauma que compreende uma força na região anterior e lateral, o que gera um estresse em varo juntamente com uma rotação externa e hiperextensão.
As possíveis lesões de tecidos moles dependem do grau de acometimento. São três camadas nessa região, onde a primeira corresponde à fascia lateral, trato iliotibial, tendão do bíceps femoral e abaixo deste o nervo fibular. A segunda camada compreende o retináculo patelar e o ligamento patelo-femoral. A terceira e mais profunda é constituída pela cápsula articular, ligamento colateral lateral, ligamento poplíteo-fibular, tendão do músculo poplíteo e ligamento arqueado. A classificação usada é a de Fanelli que é dividida em 3 tipos:
Tipo A: Lesão do ligamento poplíteofibular e do tendão do músculo poplíteo o que gera uma rotação externa excessiva.
TipoB: Lesões do tipo A mais a do ligamento colateral lateral que gera a rotação externa excessiva juntamente com uma abertura em varo de 5 a 10mm a 30graus de flexão.
TipoC: Há a associação de avulsão capular lateral e rompimento de ligamento cruzado.
A reconstrução do CPL deve ser realizada de forma prioritária, antes mesmo da reconstrução dos cruzados, mas abordagens mais recentes de reconstrução conjunta apresentam melhores resultados.
LARSEN
Reabilitação
A reabilitação pós-operatória é chave para o sucesso e o protocolo vai variar de acordo com as estruturas lesadas e a qualidade dos tecidos. O tratamento começa sem descarga de peso e com tala imobilizando o membro afetado em extensão 0. O tratamento segue as mesmas linhas do tratamento de reconstrução do cruzado posterior, sempre respeitando as individualidades de cada lesão.
Esse texto é uma síntese de artigos científicos e dos sites abaixo.